
Após registrar em junho o menor nível de endividamento da série, as famílias brasileiras voltaram a contrair dívidas no início do segundo semestre. Pesquisa nacional da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostra que o total de endividados registrou alta de 3,7 pontos percentuais, passando de 54% para 57,7%, como mostra o gráfico abaixo.
Em relação à inadimplência, enquanto o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso passou de 23,5% para 22,8%, o percentual dos que declararam não ter condições de pagar suas dívidas subiu de 7,8% em junho para 8,9% em julho. Esses dados, a que o blog teve acesso, serão divulgados mais tarde pela CNC.
- A continuidade das condições favoráveis do mercado de trabalho e crédito incentivou as famílias a contrair mais dívidas em julho. No entanto, o forte crescimento da concessão de empréstimos e das vendas de bens duráveis impulsionadas principalmente pelos incentivos fiscais dados no início do ano impactou na elevação da inadimplência em julho. Muitas famílias - na maior parte com renda de até dez salários mínimos - se endividaram, antecipando suas compras de bens duráveis com isenção do IPI, não conseguindo, portanto, honrar suas dívidas - explica a CNC.
Para 70,4% dos endividados, o cartão de crédito é apontado como um de seus principais tipos de dívida, seguido por carnês (21,5%) e crédito pessoal (10,6%).
A pesquisa da CNC foi feita em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal com 17.800 consumidores.

